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CNCS junta Comunidades de Cibersegurança em encontro anual

A 1.ª edição do C-Communities – encontro anual de comunidades de cibersegurança, promovido pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), decorreu ontem, 10 de dezembro, nas instalações da GALP, em Lisboa, onde se juntaram mais de 100 membros dos vários setores representados: Águas, Media, Portos, Energia, Retalho e Distribuição, Saúde e Infraestruturas Digitais, bem como membros do ISAC regional dos Açores e membros da Aliança para a Cibersegurança.

Dados do Relatório Riscos & Conflitos de 2025 destacam que, em 2024, cerca de 92% das respostas ao inquérito do CNCS a profissionais de entidades das comunidades de cibersegurança afirmam que aumentou o risco de uma entidade sofrer um incidente de cibersegurança no ciberespaço de interesse nacional e 90% perspetiva que este risco aumente em 2025, sendo apresentada como uma das recomendações gerais do documento fomentar a criação de comunidades de cibersegurança setoriais e regionais para a partilha de indicadores de comprometimento e de ameaça entre as organizações.

Em resposta a esta recomendação e resultado de uma convergência de vontades que surgiram no âmbito do trabalho desenvolvido pelas diferentes comunidades de cibersegurança, surge a 1.ª edição do C-Communities, com o objetivo de reforçar a colaboração intersetorial no domínio da cibersegurança, fomentar sinergias, promover a discussão aberta de assuntos transversais e consolidar uma atuação mais coordenada.

Esta cooperação público-privada foi também o foco da intervenção do coordenador do CNCS, Lino Santos, que realçou a relevância deste primeiro encontro, “porque é uma forte aposta nossa nestas comunidades, e talvez o nosso maior ativo”, destacando que “nenhum outro país tem uma organização e um número tão elevado de comunidades a trabalhar em cibersegurança e a trabalhar em políticas públicas como nós”. Lino Santos reforçou a necessidade da continuidade do trabalho conjunto entre os membros das comunidades e o CNCS, algo que já tem sido colocado em prática.

Para Luís Morais, da GALP, membro fundador da ISAC EnergyPT e da Aliança para a Cibersegurança “foi um orgulho juntarmo-nos desde cedo ao CNCS para acolher este evento das comunidades de cibersegurança. Para nós é algo em que colocamos muito esforço, como parte da nossa estratégia para aumentar a nossa ciber-resiliência”. Para o CISO da GALP, “precisamos de trabalhar em rede com os nossos parceiros setoriais ou nacionais”, para lidar com as ciberameaças que são globais e transversais.

Também Sofia Caruso, da MEO, membro do ISAC Infraestruturas Digitais, considera este primeiro encontro muito importante, afirmando “tive oportunidade de conhecer o que faz cada ISAC e a partilha e conhecimento de todos estes setores e todas estas entidades é extremamente importante para a mudança na cibersegurança em Portugal”.

Do Santander, membro da Aliança para a Cibersegurança, João Stott, sublinha a palavra “partilha”, “com partilha vem confiança, vem credibilidade, vem fiabilidade e acima de tudo maturidade”, refere, esperando que outros encontros se realizem.

A agenda do encontro incluiu apresentações, exercícios colaborativos e mesas de discussão com perspetivas distintas, sempre com o foco na participação ativa de todos os membros das Comunidades de Cibersegurança.

Os ISAC e a Aliança para a Cibersegurança são Comunidades de Cibersegurança dinamizadas pelo CNCS, criadas com o objetivo de desenvolver laços de confiança entre os responsáveis e elementos operacionais de cibersegurança de diversas entidades nacionais, abrindo canais de comunicação e de cooperação entre pares, para uma mais rápida resolução de problemas e partilha de conhecimento.


Última atualização em 08-09-2022