2.ª edição do Fórum de Cibersegurança da Administração Local ...
A 2.ª edição do Fórum de Cibersegurança da Administração Local (FCSAL) promovida pelo Centro Nacional de Cibersegurança, decorreu nos dias 24 e 25 de novembro de 2025, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, em cooperação com a Comunidade Intermunicipal do Ave e o Município de Vila Nova de Famalicão. Foi uma oportunidade para reunir autarquias, entidades intermunicipais e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) com o objetivo de promover a ciber-resiliência na Administração Local.Esta iniciativa é de relevância estratégica para um reforço das capacidades de cibersegurança na administração pública local, num contexto marcado pelo crescimento do número de incidentes reportados na administração pública local (+26%) e regional (+74%) e uma subida no ranking de setores com mais incidentes registados em 2023 e 2024 - da 8.ª para a 4.ª posição (dados da 6.ª edição do Relatório Riscos & Conflitos, do Observatório de Cibersegurança do CNCS).
“A digitalização nas autarquias deve ser acompanhada de medidas de cibersegurança”, referiu Lino Santos. coordenador do CNCS, destacando a importância de uma cultura de rigor, que tem de ser introduzida na administração pública local, acompanhada da formação e requalificação de quadros. Lino Santos espera que com o novo Regime Jurídico da Cibersegurança “não tenhamos uma cultura de compliance, mas uma cultura de cibersegurança”. Na sessão de encerramento reforçou a importância de um trabalho conjunto entre o CNCS e os parceiros: “gostamos de trabalhar convosco e temos um longo caminho pela frente”.
Já o presidente da Comunidade Intermunicipal do Ave, Mário Passos, reforçou a importância da área da cibersegurança na Administração Local, pelos avanços nos desenvolvimentos tecnológicos e pela necessidade de aumento da eficiência. “Todos os sistemas que ajudam os nossos cidadãos têm de ser protegidos”, disse. Bruno Ferreira, vice-presidente da CIM do Ave falou, na sua intervenção, dos desafios atuais, que influenciam a área da cibersegurança: o tempo acelerado, a literacia digital, a necessidade de formação e capacitação de técnicos e especialistas, a inteligência artificial, a globalização e os custos. “Soluções implicam custos que muitas vezes não são materiais”, importantes para que “o decisor possa ter condições para investir”.
A segunda edição da FCSAL visou responder às necessidades da administração pública local, ao incluir na agenda projetos do CNCS com relevância para a sua atuação e capacitação (C-Academy e C-Nework), bem como sessões técnicas sobre temas como a transposição da Diretiva NIS2, testes de segurança avançados e medidas de mitigação de vulnerabilidades, oportunidades de financiamento em cibersegurança e partilha de boas práticas.
Paralelamente, houve espaço para falar do papel da gestão de topo na Cibersegurança da Administração Pública Local, com uma mesa-redonda, na qual participaram executivos dos municípios e entidades intermunicipais.
Esta edição incluiu, ainda, uma sessão promovida pela Comissão Nacional de Proteção de Dados, que incidiu nas questões da proteção de crianças e jovens em ambiente digital, bem como uma sessão da Universidade das Nações Unidas que deu a conhecer o estado da arte da cibersegurança na administração pública local.
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